segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Pura confusão


São tantas as situações em que devemos largar algo de que gostamos, libertar o que prendemos bem junto a nós...
Magoa. Aterroriza. Enfraquece-nos saber que não temos outra solução. 
Dói lutar constantemente, tentar superar todos os desafios, sabendo que todos os passos nos levarão a uma queda de 50 metros e que toda a gente nos verá fracassar. 
Mas também há outras em que, ao perdermos, ao apartarmos de tantas e várias coisas, ganhamos sempre algo, considerado como recompensa. Acolhemos outras esperanças e continuamos, simplesmente, a viver. 
Até hoje questionei por que é que há esta troca, por que é que tudo isto acontece erradamente, uma vez que tudo não passa de um ciclo vicioso, uma vez que tudo se perderá por entre os nossos dedos. Tudo aquilo que alguma vez “tivemos na palma da nossa mão”. 
 E até hoje ....não obtive resposta.

sábado, 6 de agosto de 2011


Já houve o dia em que decidimos crescer, em que escolhemos deixar de lado todos os tombos que demos da cama, os joelhos esfolados de andarmos de bicicleta. Decidimos crescer e deixarmos levar-nos pela corrente da vida. Sofrer com as nossas próprias consequências e obter as nossas próprias vitórias.
Contudo, acredito que irá chegar o dia em que iremos largar tudo e ser, finalmente, felizes ...à nossa própria maneira, com todos os sonhos e sorrisos infantis que contemos.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011


Era bem simples e melhor se pudesse apenas aparecer e dizer-te o quanto lamento, dizer-te o quanto preciso de ti e observar-te, simplesmente observar-te, nem que fosse pela ultima vez, nem que fosse por um segundo.
Não ouvi ninguém. Não me puderam mostrar o quão difícil seria. Não me puderam avisar das voltas que a vida daria. Não me souberam explicar o que é amar alguém e que a única opção que temos, por vezes, é apenas esperar.... 
Por isso espero pelo dia em que voltas a entrar, espero pelo momento em que venhas morar outra vez no lugar que sempre te pertenceu, em que fiques, mas desta vez para sempre, na minha vida.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Sempre contigo


Há uma parte de mim que se quer agarrar a ti para onde quer que vás, para o que quer que sintas, para sempre. 
Mesmo que demores, mesmo que nunca mais voltes, irei sempre ficar no meu lugar, neste lugar de quem sempre te esperou e te alcançou. 
Ficarei e reviverei o desejar de ter-te a meu lado, o sentir o teu bater de coração junto do meu, o ouvir a tua voz em cada som que interiorizo, o imaginar-te em cada lugar, em cada canto por onde me dirijo. 

Serás sempre tu... e uma parte de mim.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Nobody knows


   Não permitas que sintam a minha tristeza por não te ver, não permitas que sintam a minha fraqueza por não te ter. 
   Não deixes que ninguém perceba que as minhas lágrimas se soltam descontroladas devido à tua ausência e que a cada segundo há uma voz dentro de mim que te chama. Essa mesma que me embala todas as noites.   Essa mesma que, sendo silenciosa, me move de modo arrebatador. 
   De que servem promessas quando não nos sentimos capazes de as cumprir? Não vou prometer que não irei chorar, que não irei gritar o teu nome, que não irei recuar no tempo e não te lembrar. Sentar-me-ei, no meu canto, como até agora sempre fiz, e aguardarei pela tua chegada, aguardarei pelo teu abraço que enche o meu coração e me traz de volta o mundo. Esse mundo que sempre levas contigo quando partes. 


Ninguém irá saber o que alguma vez senti.

domingo, 17 de julho de 2011

 Quero que ...
   
     Guardes tudo o que foi e o que ainda é, o que somos e o que não somos ; 
     Guardes as palavras ditas, os actos consentidos e os momentos vividos, os nossos sonhos, as nossas ilusões e as concretizações ; 
     Me guardes no teu álbum de memórias, como protagonista das tuas histórias.
     Nos guardes como um só. Eu em ti, tu em mim, até ao fim.


sexta-feira, 15 de julho de 2011

Regressar



Distanciei-me por um momento. Vi-me mera viajante deste mundo a percorrer as linhas do passado, em busca daquela pequena felicidade que despertou em mim quando tive a sensação de que uma fracção de segundos se pode tornar em algo mais durável, em algo com enorme incidência. 
Distanciei-me, por querer recordar aquele sorriso que alguma vez vira e que fez reluzir todo o escuro da noite que o envolvia, por querer rever aquele olhar que conteve o meu como se tivesse sido pura magia. 
Tudo deixou de ser monótono, tudo deixou de ser o que sempre esperei que fosse – os mesmos caminhos, as mesmas caras, os mesmos sons -. Agora, aguardo cada dia como sendo algo novo, algo inesperado, pois a tudo isto foram-lhe alterados todos os sentidos, a partir do momento em que os teus passos singelos quebraram todo o silêncio das ruas que contemplavam o teu andar, a partir do momento em que o teu corpo se cruzou com o meu e deixou para trás o rasto do seu perfume. 
Por isso, eu hei-de voltar. Voltar à ocasião, voltar ao lugar, voltar à sensação que fez o tempo parar de correr, que fosses a única imagem que podia ver, sendo tu real ou apenas um ser imaginado.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Lost


As palavras custam a sair. Fazem de mim prisioneira. E é assim que me perco, sem nada que me consiga guiar, sem saber que rumo tomar, sem saber qual o caminho certo para chegar até ao teu coração, para chegar até ti.
Limito-me a ouvir as palavras que soltas entre o vento. Limito-me a sentir-te no meu pensamento. 
Quero poder gritar ao mundo, com tom forte e profundo, que aqueles olhos me domaram. Mas o silêncio toma conta de mim, de toda a minha vontade e força.
Era bem mais fácil poder largar tudo e correr, correr até te encontrar. Juntar a minha mão à tua e nunca mais a largar.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Sem forças


Não pronuncies o meu nome. Não faças um único movimento em minha direcção, pois sei que mais cedo ou mais tarde vais partir sem dizer adeus, desaparecer sem motivo - como quando um avião anuncia a sua descolagem e se torna invisível por entre as nuvens - e irei encontrar-me novamente a flutuar na raiva e na angústia, irei encontrar-me a lamentar por saber que afinal não sou tão forte como pensava que era, tão forte como gostaria de ser, que tu e o teu simples desistir tornam-me fraca ao longo do tempo. 
Quando dou por mim, com forças suficientes de seguir e largar tudo o que me causa dor, é aí que apareces, é aí que a tua sombra me invade a calma e a tranquilidade. É como se houvesse uma força que te faz voltar, que faz com que regresses ao lugar que, estranhamente, afirmas pertencer. Mas de que servem as tuas palavras, quando o sentimento está adormecido, quando todos os dias foram passados a esperar e a aguardar a tua chegada?
Apareces como se de um furacão se tratasse, sem aviso prévio. E aí estou eu, permanecendo estática à tua frente, sem energia nem coragem de dar o meu primeiro passo, de me dirigir até a ti. 
Acabo por fitar os teus olhos, tentando decifrar o que eles sentem, tentando buscar todas as respostas para cada uma das minhas perguntas, e é passado algum tempo que reparo no quão vazios eles se encontram, na nebulosidade em que eles se mostram... na impossibilidade de ver reflectida neles a minha imagem, que outrora consegui e pude ver, sem me esforçar. 

De que servem as palavras, de que serve o regresso?!

terça-feira, 5 de julho de 2011

Contigo


   Leva-me contigo, para onde quer que vás, leva-me apenas bem junto de ti. Não páres no tempo, não temas o futuro. Estarei sempre a teu lado, quer em forma de suspiro, quer em forma de sorriso. Serei a sombra que te segue, a brisa que te tranquiliza. 
    Nunca te sentirás só, nunca te abandonarei.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Essência


   Sempre que se espera por alguém, espera-se até ao fim, até acabarem as forças, até não restar nada com que lutar.
   E espera-se, porque sentimos necessidade de encontrar a felicidade e porque para essa pessoa temos todo o tempo do mundo.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Remember



   Não sei por onde andas, não sei que estrada tomas, não sei em que esquina viras e posso nem saber quem és. 
   Só sei que existes e que, por tentativas falhadas, te magoas e tudo abandonas. És mais um ser humano à deriva de todos, à deriva do mundo. 
   Desvendas mistérios; desejas encontrar, entre a névoa, palavras que te façam acreditar; levantas pedras em busca da felicidade, ou algo a que te possas agarrar. 
   Mas não desiludas, não desistas, pois nesta imensidão à qual chamamos PLANETA, há sempre alguém que sente o que tu sentes, vive o que tu vives e, apesar de tudo, é sempre bom saber que não estamos sozinhos.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Só o teu silêncio



   Não me digas que te queres ir embora. Não me digas que queres levar contigo o que alguma vez deixaste.
   Não me digas nada. Qualquer som que ousar sair, só irá desentoar.
   É melhor sentir os teus passos meticulosos a afastarem-se, começar a sentir a distância a arrebatar o coração. É melhor deixares um último suspiro que, tal como o primeiro, irá relembrar-te noite e dia.
   Dá-me antes um teu último virar de costas em vez de te poder olhar e ver a minha imagem reflectida nos teus olhos.
   Não quero nada que me faça lembrar uma despedida. Não quero ver-te partir, mesmo sabendo que por aquela porta sairá o meu mundo e o que foi antes a minha vida.

domingo, 5 de junho de 2011

Deixa-me ser




      Deixa-me rir, deixa-me chorar, deixa-me gritar.
      Deixa-me ir sem cedências, deixa-me ser sem eloquências.
      Deixa-me apenas...sem que a tua imagem invada a minha paz e provoque o desassossego...ser feliz.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Retornando





   Tantas vezes pedi que não me deixasses, um simples “fica comigo”. Implorei para que não me virasses as costas. Mas foram pedidos ignorados, dados sem teres em consideração. 
   Eu amei muito mais do que devia amar, eu sofri muito mais do que devia sofrer. Aprendi a erguer-me da pior maneira e até hoje sei que, por vezes, pensar no passado só magoa e não me deixa seguir em frente. 
  Talvez pelas frases inacabadas, das palavras mal ditas e de gestos robustos, acabei por me tornar em alguém que não era ou em alguém que gostava de ter sido, mas não sou. Sou alguém que se foi fragilizando por acções, das quais não me avisaram nem me preveniram, que achei impossível acontecerem.
    Mas assim é a vida, assim são as pessoas. 
   Quanto menos espero e quanto mais penso que está tudo óptimo, algo derruba as minhas ideias, a minha segurança e transforma um mero sonho num pesadelo. As torres, dentro das quais estava minimamente protegida, desabam, levando a que me encontre despida de forças e coragem. No entanto, tento. Vou ao encontro de um porto de abrigo, um mais forte, mas o passado regressa como se de punhais se tratasse, e acabo por recuar. Recuo no caminho, recuo na decisão, recuo no tempo, voltando ao início. 
   E aqui estou eu, não querendo aproximar-me demasiado de quem mais gosto, com o medo que me abandonem e volte, outra vez, ao meu ciclo vicioso, ao ciclo de que é feita a minha vida.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Definição



Saudade...

"...Acompanha a solidão; quem a sente nunca esquece, nem nunca esquecerá, o sentimento que não adormece por alguém que não está."

Dor esmagadora que nos atormenta e nos corrói,
Que nos mata a cada minuto e nos destrói.
O olhar para o passado como a uma fotografia,
O sentir, ao imaginar, a tua voz como uma melodia.
Vento que traz cada uma das tuas lembranças,
Lágrimas que levam todas as minhas esperanças.
É o suspiro dado em vão por entre o erróneo pensamento,
O desejo de voltar, inconscientemente, a todo o momento.